Diabetes e obesidade aumentam no Brasil?
A prevalência de diabetes e obesidade entre os brasileiros cresceu significativamente nas últimas duas décadas, conforme dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, o Vigitel 2024, divulgados pelo Ministério da Saúde.
O levantamento mostra que o diabetes avançou 135% no país entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9% da população adulta com diagnóstico da doença. Esse aumento foi mais acentuado entre as mulheres, cuja taxa subiu de 6,3% para 14,3%. Considerando apenas o período entre 2019 e 2024, o crescimento também se mantém consistente, saltando de 8,2% para 12,9%.
Ao mesmo tempo, a obesidade registrou um avanço de 118%, atingindo faixas etárias e níveis de escolaridade distintos. Os maiores aumentos foram observados entre adultos de 25 a 44 anos, com destaque para aqueles entre 25 e 34 anos, cujo índice passou de 37,5% em 2006 para 61,7% em 2024. Já entre os indivíduos de 35 a 44 anos, o aumento foi de 48,8% para 69,2%. Mais de 60% da população adulta está acima do peso, um salto de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024.
O Vigitel, implementado em 2006 em todas as unidades federativas, realiza anualmente entrevistas telefônicas para monitorar indicadores de saúde da população. Além de diabetes e obesidade, o estudo aborda hipertensão arterial, hábitos alimentares, prática de atividade física e padrões de sono. A hipertensão apresentou crescimento de 31%, variando de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024, com maior elevação entre os homens.
Em relação ao estilo de vida, houve recuo na prática de atividade física durante o deslocamento, caindo de 17% em 2009 para 11,3% em 2024. Por outro lado, o percentual de adultos que realizam exercícios moderados no tempo livre aumentou para 42,3%. O consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, em torno de 31% da população.
Pela primeira vez, o Vigitel incluiu dados sobre sono. Cerca de 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, mais comuns entre as mulheres. As capitais com os piores índices de sono noturno são Maceió, Salvador e Rio de Janeiro entre as mulheres, e Belém, Macapá e São Luís entre os homens.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde lançou a estratégia Viva Mais Brasil, com investimento de R$ 340 milhões em políticas de promoção da saúde. Desse valor, R$ 40 milhões serão destinados à retomada das Academias da Saúde ainda em 2026, com foco na prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida.
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