Orelha: Justiça age contra adolescentes? Polícia Civil cumpre mandados e apreende celulares de adolescentes suspeitos de maltratar cão Orelha.
A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu dois mandados de busca e apreensão relacionados ao caso de maus-tratos envolvendo o cão Orelha. A operação foi realizada pelas equipes da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei, conhecida como DEACLE, em conjunto com a Delegacia de Proteção Animal da Capital. O foco da ação foi a apreensão de telefones celulares pertencentes a dois adolescentes investigados pela prática de abuso contra o animal.
Os jovens estavam fora do território nacional, mas a atuação integrada com a Polícia Federal permitiu identificar uma antecipação no retorno de seus voos, possibilitando o cumprimento imediato das ordens judiciais. Com isso, os mandados foram executados logo após o desembarque, com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista e Aeroporto, a DPTUR, além da colaboração da Polícia Militar de Santa Catarina.
Os celulares recolhidos serão encaminhados à Polícia Científica para análise detalhada dos dados. O mesmo processo já havia sido aplicado em outros dispositivos apreendidos anteriormente, no dia 26 de janeiro. Além disso, foi solicitado o laudo de exame de corpo de delito do cão Orelha, etapa fundamental para comprovar as lesões e consolidar as evidências do crime.
Ambos os adolescentes foram intimados a comparecerem e prestar depoimento às autoridades responsáveis. A investigação é conduzida pelos delegados Renan Balbino, da DEACLE, e Mardjoli Valcareggi, da DPA, que seguem reunindo provas e documentos necessários para conclusão do inquérito.
Todas as diligências estão sendo realizadas com rigor técnico e legal, respeitando os direitos dos envolvidos, especialmente por se tratar de menores de idade. Ao final dos procedimentos, o caso será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as decisões cabíveis.
O caso gerou grande repercussão na capital e reforçou a importância do trabalho conjunto entre as forças de segurança no enfrentamento a crimes de crueldade contra animais. A atuação rápida e coordenada demonstra o compromisso das instituições com a proteção de vítimas vulneráveis, independentemente da natureza do dano.
A expectativa é que os resultados das análises dos celulares tragam novos elementos para esclarecer as circunstâncias do abuso e identificar eventuais responsáveis ou testemunhas. A população acompanha com atenção o desenrolar das investigações, reafirmando a demanda por justiça e punição adequada nos casos de violência contra animais.
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