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Sedentarismo


Por que o sedentarismo cresce. 
Mais da metade dos brasileiros não pratica qualquer tipo de atividade física, segundo pesquisa realizada em março de 2025 com duas mil e quatro pessoas a partir de 16 anos em todo o país.


O estudo conduzido pelo instituto Genial Quaest revela que 53 por cento da população se declara totalmente sedentária, enquanto apenas 13 por cento afirma se exercitar diariamente, percentual igual ao de quem se movimenta quase todos os dias.

Outros 21 por cento informaram dedicar tempo aos exercícios em alguns dias da semana, o que ainda coloca grande parte da população distante das recomendações mínimas de movimentação.

A Organização Mundial da Saúde orienta ao menos 150 minutos semanais de atividade física moderada para garantir benefícios à saúde cardiovascular, mental e metabólica.

Os dados mostram que o sedentarismo não é apenas resultado de hábitos pessoais, mas está ligado a fatores estruturais como renda, escolaridade e acesso a espaços seguros.

Mulheres apresentam taxa mais alta de inatividade, com 59 por cento declarando não se exercitar, enquanto entre os indivíduos com ensino fundamental completo esse índice sobe para 65 por cento.

A desigualdade se acentua quando analisada por faixa de renda, já que 64 por cento das pessoas que recebem até dois salários mínimos afirmam não praticar exercícios.

Esse dado aponta para limitações reais no cotidiano dessas pessoas, como jornadas de trabalho longas, cansaço acumulado e falta de locais adequados nas comunidades.

Muitos bairros populares carecem de praças, ciclovias ou áreas verdes acessíveis e bem iluminadas, o que reduz ainda mais as oportunidades de prática esportiva.

A ausência de políticas públicas voltadas à promoção da atividade física contribui para a manutenção desse cenário.

Apesar do avanço do debate sobre qualidade de vida, há uma distância entre a conscientização e a possibilidade real de mudança.

A pesquisa reforça a necessidade de ações integradas entre os setores de saúde, urbanismo e educação para criar ambientes que incentivem o movimento.

Iniciativas como a ampliação de parques, horários flexíveis no trabalho e programas comunitários gratuitos podem ajudar a reverter essa tendência.

Sem medidas concretas, o sedentarismo seguirá como um problema de saúde pública com impactos diretos na prevenção de doenças crônicas.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (Bru-nO/pixabay) Reprodução / Divulgação


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