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Canetas para emagrecer


Canetas emagrecedoras, perigo real?


A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina alerta sobre os riscos graves do uso irregular de medicamentos injetáveis conhecidos como canetas emagrecedoras, que estão sendo comercializados fora dos canais legais e sem supervisão médica.


A Diretoria de Vigilância Sanitária emitiu um comunicado reforçando que produtos à base de tirzepatida e retatrutida não são itens de consumo livre e exigem prescrição médica para serem adquiridos. O aviso surge diante do crescente uso dessas substâncias e da expansão da venda irregular por plataformas online e vendedores informais, muitas vezes sem garantia de procedência, qualidade ou segurança. Eduardo Marques Macário, diretor da Vigilância Sanitária, destacou que esses medicamentos devem ser obtidos apenas em farmácias e drogarias autorizadas e que denúncias de comércio ilegal são essenciais para proteger a população.


A tirzepatida, desenvolvida pela empresa Eli Lilly, possui registro no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade, mas seu uso inadequado pode causar náuseas intensas, vômitos persistentes, desidratação severa, hipoglicemia e pancreatite aguda, condições que podem levar à hospitalização. 

Apesar de ainda não haver registros de pancreatite em Santa Catarina relacionados ao produto, quatro casos de eventos adversos neurológicos com possível ligação ao medicamento estão sob monitoramento das autoridades sanitárias.


Já a retatrutida, também produzida pela mesma farmacêutica, encontra-se em fase experimental e não tem aprovação em nenhum país. Sua comercialização é vedada globalmente. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu em janeiro a venda, fabricação, importação e propaganda da tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de todos os produtos com retatrutida, independentemente do lote, desde 2020.


O acesso a esses medicamentos é permitido somente mediante receita médica válida, em estabelecimentos regularizados. Farmácias magistrais podem manipular a substância, desde que autorizadas para produção de estéreis e apenas sob prescrição individualizada. 

É proibido manter estoques prontos para comercialização geral. A SES ressalta que esses produtos não são cosméticos e que seu uso sem orientação profissional representa sério risco à saúde. A população deve verificar embalagem, registro, lote e validade, além de desconfiar de preços muito baixos. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria pelo telefone 0800 048 2800.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (jarmoluk/Pixabay) Reprodução / Divulgação


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