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Trump pede libertação de pastor


A liberdade religiosa na China continua sob forte pressão, evidenciada pela prisão e libertação do pastor Jin Freed após nove meses de detenção.


Após nove meses de detenção na China, o pastor Jin Freed, líder da Zion Church, foi finalmente libertado em 3 de junho e conseguiu se reunir com sua família nos Estados Unidos. 

O caso reacende o debate sobre a perseguição religiosa no país asiático, que figura na 17ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela organização Portas Abertas.


Freed foi preso em outubro de 2025, junto com outros líderes da igreja, durante uma operação das autoridades chinesas contra comunidades cristãs não registradas. 

A Zion Church, considerada uma igreja doméstica, atuava sem reconhecimento oficial, o que segundo as leis locais configura irregularidade. As acusações apresentadas incluíram “operações comerciais ilegais” e “fraude”, apesar da ausência de provas concretas que sustentassem tais alegações.


A situação gerou repercussão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou pessoalmente a libertação do pastor durante um encontro com o presidente chinês Xi Jinping. Freed chegou aos Estados Unidos em 5 de julho, sendo recebido por apoiadores e familiares. 

Em comunicado, a família expressou gratidão pelas orações globais e pelo apoio político, destacando terem vivido um milagre. Agradeceram ainda ao governo americano pela liderança no processo diplomático.


O caso ilustra o ambiente de crescente restrição religiosa na China, especialmente para grupos cristãos que atuam fora do sistema estatal de controle. Igrejas domésticas são frequentemente alvo de vigilância, fechamento forçado e prisões arbitrárias. 

Muitos líderes enfrentam cargos sem fundamento legal claro, como no caso de Freed. Mesmo após sua libertação, centenas de crentes permanecem detidos, e a pressão sobre as comunidades evangélicas intensifica-se ano após ano.


Organizações internacionais de direitos humanos e defesa da liberdade religiosa seguem monitorando a situação. A Portas Abertas reforça que a China mantém políticas rigorosas de censura e controle sobre qualquer manifestação religiosa independente. 

O enquadramento da fé cristã como potencial ameaça à ordem social permite que o Estado justifique intervenções severas.


Apesar do retorno seguro de Jin Freed, seu testemunho serve como alerta. A luta pela liberdade de culto no território chinês está longe de terminar. Sua história mobilizou redes cristãs globais, mas também expõe as fragilidades enfrentadas por quem vive sua fé longe do olhar oficial. 

A esperança persiste, mas a realidade para muitos crentes na China segue marcada pelo silêncio, pela opressão e pela coragem silenciosa de continuar pregando nas sombras.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (CBN News) Reprodução / Divulgação



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