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Fim da escala 6x1


Fim da escala 6x1 ameaça empregos. A possível aprovação da PEC 8/2025, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, pode resultar no fechamento de mais de 638 mil postos de trabalho formais no Brasil, segundo estimativa do Centro de Liderança Pública.


A proposta em tramitação no Congresso Nacional ganhou força nos últimos meses com o argumento de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores ao reduzir a jornada semanal. No entanto uma análise técnica do CLP aponta impactos significativos sobre a economia e o mercado de trabalho. 

O documento destaca que a medida, se implementada sem ajustes salariais proporcionais, elevaria automaticamente o custo do trabalho por hora. Isso poderia forçar empresas a reestruturar suas operações, repassar custos aos preços ou reduzir sua escala de produção.


Os setores mais afetados seriam agropecuária, comércio e construção civil, onde a perda de produtividade estimada é de 1,3%. Esse declínio levaria ao encerramento de 1,6% dos empregos formais nessas áreas. 

Em números absolutos o cálculo indica o fechamento de 28,3 mil vagas na agropecuária, 164 mil no comércio e 45,7 mil na construção. A indústria de transformação também sofreria com redução de 1,2% na produtividade, implicando na extinção de 120,5 mil postos de trabalho.


A nota técnica considera ainda o impacto macroeconômico da mudança. Com base nos dados do Produto Interno Bruto de 2025 a redução da jornada sem compensação salarial adequada poderia gerar uma perda de aproximadamente R$ 88 bilhões na atividade econômica nacional.


O estudo utiliza informações dos 12 grandes setores do emprego formal brasileiro referentes a dezembro de 2024 além de adaptações de pesquisas anteriores sobre produtividade no país. O CLP ressalta que qualquer alteração nas jornadas de trabalho deve ser acompanhada por políticas que mitiguem os efeitos negativos sobre a competitividade e o emprego. Segundo o documento discussões dessa magnitude exigem diálogo com o setor produtivo e estratégias de compensação para manter a viabilidade das empresas.


Atualmente a PEC 8/2025 encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados à espera da designação de um relator. Enquanto isso entidades empresariais como a CACB reforçam o alerta sobre os riscos da medida sem amplo debate com os segmentos econômicos diretamente impactados.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (annawaldl/Pixabay) Reprodução / Divulgação


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