Rádio ainda domina globalmente. O rádio mantém liderança global como mídia sonora mais acessada, mesmo diante do avanço digital.
Apesar da crescente popularidade de plataformas de streaming e conteúdos musicais sob demanda, o rádio se consolida como a principal mídia sonora em todo o mundo.
Dados divulgados em fevereiro de 2025 pela World Radio Alliance revelam que o meio continua sendo o mais consumido semanalmente por uma grande maioria da população em diversos países.
A acessibilidade, a confiabilidade e a presença constante em ambientes como veículos, residências, locais de trabalho e dispositivos móveis reforçam seu papel central na rotina diária de milhões de pessoas.
A análise comparativa entre nações mostra um padrão claro de uso intenso do rádio, especialmente na Europa. Irlanda e Países Baixos aparecem no topo da lista, com 90% da população declarando ouvir rádio ao menos uma vez por semana.
O Reino Unido acompanha de perto, registrando 88%. Na sequência, Bélgica, Itália, França e Finlândia apresentam índices entre 86% e 84%, indicando uma forte cultura de escuta em toda a região.
Esses números refletem não apenas o hábito consolidado, mas também a confiança do público em programações informativas, jornalísticas e musicais oferecidas pelas emissoras.
Fora do continente europeu, países desenvolvidos com alta penetração tecnológica também demonstram adesão significativa ao rádio.
Canadá, Austrália e Estados Unidos registram níveis elevados de audiência semanal, mostrando que a modernização dos meios de comunicação não substituiu o apelo do rádio, mas sim o complementou.
Mesmo com a oferta abundante de podcasts e playlists personalizadas, o rádio segue como fonte preferencial para notícias em tempo real, trânsito, clima e entretenimento imediato.
Na América Latina, Espanha aparece com o menor percentual da pesquisa, 64%, ainda assim representando mais de seis em cada dez habitantes.
África do Sul e Nova Zelândia apresentam 74%, indicando que, mesmo em regiões com diferentes perfis econômicos e tecnológicos, o rádio permanece relevante.
A capacidade de adaptação do meio, aliada à baixa exigência técnica para acesso, garante sua inclusão em contextos variados, desde grandes centros urbanos até áreas remotas.
O cenário atual evidencia que o rádio não apenas resiste às transformações digitais, mas se reinventa, integrando novas tecnologias como transmissões online, aplicativos e redes sociais.
Sua força está na simplicidade, na instantaneidade e na conexão direta com o ouvinte. Em um mundo saturado de informações segmentadas, o rádio continua sendo um ponto de encontro coletivo, mantendo-se como pilar essencial da comunicação global.
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