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Maduro capturado


Uma operação militar dos Estados Unidos resulta na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, gerando forte reação internacional e debates sobre soberania e direito internacional.


Na madrugada deste sábado (03), forças norte-americanas realizaram uma ação militar em Caracas, capital da Venezuela, com o objetivo de capturar o presidente Nicolás Maduro. 

A operação, conduzida por unidades especializadas do FBI, DEA e apoio das Forças Armadas dos Estados Unidos, foi descrita pelo governo americano como um esforço coordenado para levar à justiça um líder acusado de envolvimento em tráfico internacional de drogas e crimes contra a segurança nacional dos EUA. 

A procuradora-geral Pam Bondi confirmou que Maduro e sua esposa foram transferidos para território norte-americano, onde enfrentarão processo judicial com base em acusações datadas de 2020.


O governo dos Estados Unidos afirmou que todas as vias diplomáticas e legais foram previamente esgotadas, sem sucesso, justificando assim a intervenção militar como último recurso. 

Segundo autoridades americanas, a operação foi planejada por meses, envolvendo colaboração entre o Departamento de Justiça, o Departamento de Estado, a comunidade de inteligência e parceiros internacionais. 

O Departamento de Guerra teve papel central na execução, destacando-se pela precisão e eficiência no cumprimento da missão. Os agentes responsáveis agiram com rigor legal, mantendo controle total durante o transporte dos detidos.


Apesar da justificativa apresentada pelos EUA, a ação gerou forte repercussão global. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou profunda preocupação com o desrespeito às normas do direito internacional e à Carta das Nações Unidas. 

Em comunicado oficial, classificou os eventos como um precedente perigoso, enfatizando que, independentemente da situação interna da Venezuela, a violação da soberania de um Estado membro não pode ser aceita. 

Guterres reiterou o chamado ao diálogo inclusivo, ao respeito aos direitos humanos e ao Estado de direito, pedindo contenção por parte de todos os atores envolvidos.


A Venezuela declarou estado de emergência nacional, denunciando o que chamou de agressão militar grave e ilegal. 

O país já solicitou reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU. Até o momento, não há informações oficiais sobre número de feridos ou danos colaterais decorrentes dos ataques noturnos em Caracas e regiões próximas. 

A crise intensifica tensões na região, colocando em alerta países vizinhos e organismos internacionais.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (jhusemannde/Pixabay) Reprodução / Divulgação


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