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Liberdade ao Irã


O Irã precisa de liberdade. A repressão violenta contra manifestantes em Mashhad expõe o profundo abalo nos direitos humanos no Irã, onde a voz do povo é silenciada à força.


Segundo Rafael Rozenszajn, Major do exército Israelense e Porta-voz das defesas de Israel, anteontem, forças ligadas ao regime iraniano usaram armas de fogo contra civis durante um protesto na cidade de Mashhad, conforme informações divulgadas na imprensa mundial. 

O episódio marca mais um capítulo na crescente onda de repressão que tem caracterizado a resposta do governo a qualquer forma de descontentamento público. Imagens e relatos não oficiais indicam que várias pessoas foram atingidas, embora o número exato de vítimas ainda seja desconhecido, devido ao controle rígido da informação imposto pelas autoridades.


Esses acontecimentos revelam uma realidade dramática vivida por milhares de iranianos que buscam liberdade, justiça e dignidade. Protestar pacificamente é um direito fundamental, reconhecido universalmente, mas no Irã essa prática é tratada como ameaça, respondida com violência extrema. 

Pessoas comuns, homens e mulheres, jovens e idosos, saem às ruas para exigir mudanças, não por ideologias radicais, mas pelo simples desejo de viver com liberdade, escolher suas roupas, expressar suas opiniões, ter acesso à imprensa livre e participar da vida política sem medo de prisão ou morte.


É profundamente angustiante saber que, ainda hoje, indivíduos são executados por discordar do regime. Enforcamentos, detenções arbitrárias, torturas e censura sistemática são práticas que continuam vigentes, sufocando qualquer tentativa de renovação social. A proibição do uso de vestimentas consideradas ocidentais, como a exigência do véu completo, é apenas um dos símbolos dessa opressão estrutural, que nega às mulheres autonomia sobre seus corpos e suas vidas.


Em contraste com os valores democráticos praticados em diversas partes do mundo, o Irã mantém um sistema que reprime a liberdade de expressão, cerceia o acesso à informação e elimina adversários políticos. Governos assim se sustentam no medo, não na legitimidade popular. Mas o povo, mesmo diante do terror, insiste em resistir. Sua coragem merece respeito, solidariedade e apoio internacional.


Diante disso, urge refletir sobre o valor da liberdade e o custo que muitos pagam por ela. O mundo não pode permanecer indiferente. É necessário orar pelo Irã, sim, mas também agir, pressionar, denunciar. A vontade do povo deve prevalecer, sempre que estiver alinhada ao respeito humano, à razão e à paz. A mudança é inevitável quando um povo decide que já basta. Que o clamor de Mashhad ecoe além das fronteiras e inspire esperança, resistência e justiça.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (mohammadshahhoss/pixabay) Reprodução / Divulgação


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