Um jovem tenista brasileiro de 19 anos desponta em Wimbledon e pode entrar para a história ao igualar feitos de lendas como Gustavo Kuerten.
João Fonseca, de apenas 19 anos, está transformando seu nome em sinônimo de esperança para o tênis brasileiro no cenário internacional.
Natural do Rio de Janeiro, o carioca vem construindo uma trajetória impressionante em Wimbledon, o Grand Slam disputado sobre grama em Londres, e já tem os olhos do mundo voltados para seus passos.
Após superar o experiente espanhol Roberto Bautista Agut e o holandês Jesper de Jong nas rodadas iniciais, Fonseca se prepara para um duelo decisivo contra o russo Roman Safiullin, na terceira rodada, nesta sexta-feira (3).
Atualmente número 27 do ranking mundial de simples, Fonseca é a maior esperança verde e amarela em um torneio onde o tênis nacional não costuma brilhar com frequência.
Sua caminhada até aqui já desperta comparações com grandes nomes do passado, mas um novo recorde pode ser batido caso confirme o favoritismo diante de Safiullin.
Se avançar, torna-se o terceiro brasileiro na história a alcançar as oitavas de final em dois Grand Slams consecutivos, repetindo um feito marcante de Thomaz Koch em 1967, quando este chegou nessa fase em Wimbledon e no US Open.
O caminho de Fonseca, porém, está longe de ser fácil. Na mesma metade da chave estão gigantes como Novak Djokovic e Jannik Sinner, atual líder do ranking e defensor do título em Londres.
Isso significa que, caso prossiga vencendo, o jovem brasileiro pode cruzar com algum dos maiores nomes do esporte ainda nas fases eliminatórias, muito antes da final. Apesar da pressão, sua regularidade em quadra chama atenção.
Destro, com saque potente e movimentação ágil para quem tem 1,88 metro de altura, ele já acumula 52 vitórias em 87 jogos profissionais, conquistando dois títulos de simples na carreira e quase 4 milhões de dólares em premiações.
Wimbledon, que segue até 12 de julho, reúne 128 tenistas na chave principal, e Fonseca ocupa uma posição estratégica no tabuleiro. Sua evolução constante, aliada à maturidade precoce em momentos decisivos, faz crescer a expectativa entre torcedores e especialistas.
O sonho de ver um brasileiro chegar longe em um Slam sobre grama, tradicionalmente difícil para jogadores sul-americanos, nunca esteve tão próximo. O nome de Gustavo Kuerten ecoa com força, e Fonseca pode, enfim, começar a escrever um novo capítulo do tênis nacional, com raquete na mão e coragem no olhar.
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (Sholdesigng / Diego Altman) Reprodução / Divulgação
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