Nos últimos três anos, mais de 20 acidentes foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina no Túnel Deputada Antonieta de Barros, em Florianópolis, com quatro mortes confirmadas
O Túnel Deputada Antonieta de Barros, em Florianópolis, transformou-se em um cenário recorrente de tragédias. Nos últimos três anos, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina atendeu mais de vinte ocorrências de trânsito no local e em suas imediações, deixando pelo menos quatro vítimas fatais, entre motociclistas e um pedestre. A última delas aconteceu na terça-feira, 30 de junho de 2026, quando um homem foi encontrado sem vida após colidir a motocicleta no interior do túnel, sofrendo traumatismo cranioencefálico grave. O óbito foi constatado ainda no local.
Os registros mostram um padrão alarmante. Os motociclistas são as principais vítimas, envolvidos em colisões com carros, choques contra muretas laterais ou quedas repentinas em via rápida. Além disso, houve atropelamentos, capotamentos e lesões graves como fraturas expostas e hemorragias internas. Em um dos casos, a força do impacto foi tão intensa que arrancou o capacete da vítima, evidenciando que mesmo o uso de equipamento de segurança não garante proteção em colisões de alta energia.
O ambiente confinado do túnel agrava cada operação de resgate. O tráfego intenso, a limitação visual e as dificuldades na comunicação por rádio exigem coordenação precisa entre os bombeiros, o SAMU, a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Estadual. As guarnições atuam desde a contenção de hemorragias até a extração de vítimas presas às ferragens, além da limpeza da pista para restabelecer a circulação.
Apesar dos esforços das equipes, o CBMSC reforça a necessidade de conscientização. A recomendação é clara reduzir a velocidade ao entrar no túnel, manter distância segura dos veículos à frente e redobrar a atenção, especialmente em trechos escuros ou de fluxo acelerado. Pequenas falhas podem resultar em consequências irreversíveis.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina permanece em alerta 24 horas por dia, pronto para atender qualquer emergência. A população deve acionar imediatamente o número 193 em situações de acidente ou risco iminente. Enquanto isso, a repetição de tragédias nesse ponto crítico da capital catarinense levanta questionamentos sobre medidas estruturais e educativas que ainda precisam ser implementadas para salvar vidas.
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (CBMSC) Reprodução / Divulgação
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