A greve do sindicato dos servidores municipais de Florianópolis apresenta sinais de enfraquecimento, conforme dados divulgados pela administração municipal. A adesão dos profissionais em diferentes áreas caiu em comparação ao levantamento anterior, indicando uma retomada gradual dos serviços públicos na Capital catarinense.
Na área da educação, todas as Escolas Básicas Municipais (EBMs) mantiveram atendimento normal. Ao todo, 41 unidades permaneceram em funcionamento e nenhuma escola ficou sem atendimento, resultado melhor do que o registrado no dia anterior. O percentual de profissionais em greve nas EBMs caiu para 15,9%, representando redução de 0,9 ponto percentual em relação ao dia 11 de maio.
Nos Núcleos de Educação Infantil Municipal (NEIMs), o cenário também demonstrou avanço na normalização. Das unidades existentes, 83 seguiram com atendimento, enquanto apenas uma permaneceu sem funcionamento. O índice de adesão à paralisação entre os profissionais da educação infantil caiu para 19,8%, uma redução significativa de 7,7 pontos percentuais.
Na saúde, a paralisação atingiu 10,67% dos profissionais em todos os serviços da rede municipal. Os Centros de Saúde com maior número de servidores em greve foram os dos bairros Saco Grande, Novo Continente, Jurerê e Rio Tavares. Entre os serviços especializados, o CAPS AD registrou atendimento afetado pela mobilização.
O prefeito Topázio Neto criticou duramente a paralisação e afirmou que a Prefeitura adotará medidas contra servidores temporários que aderiram ao movimento. Segundo ele, “essa greve que nós estamos enfrentando na cidade” prejudica diretamente a população, apesar de os salários estarem em dia e de o reajuste salarial já ter sido acordado. O prefeito afirmou ainda que cerca de 200 trabalhadores temporários da educação foram demitidos após aderirem à paralisação.
Topázio também declarou que, nos últimos quatro anos, os servidores municipais receberam reajuste médio superior a 70% e acusou o sindicato de utilizar a greve para pressionar politicamente a administração municipal. “Nós não vamos retroceder e estamos sempre abertos a negociar desde que se volte ao trabalho”, afirmou.
A Prefeitura orienta que os pacientes procurem o serviço Alô Saúde Floripa, pelo telefone 0800 333 3233, antes de se deslocarem até as unidades de saúde.
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