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Diesel em alta


Por que o diesel disparou? 
O preço do diesel S10 subiu 13,6% no Brasil em março impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional e reajustes da Petrobras.


A média de preço do diesel S10 nos postos de combustíveis do Brasil passou de 6,25 reais para 7,10 reais por litro ao longo de março, uma elevação de 85 centavos ou 13,6% em poucas semanas. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log, coletados até 27 de março com base em informações de 21 mil estabelecimentos credenciados à rede. 

A principal causa desse aumento está ligada à escalada dos preços do petróleo Brent no mercado global, que saltou de cerca de 70 dólares para mais de 110 dólares o barril no fim de fevereiro, pressionado pelas tensões no Oriente Médio.


Além disso, a Petrobras anunciou um reajuste médio de 11,6% no valor do diesel vendido às distribuidoras em meados de março. Esse movimento ocorreu mesmo após o governo federal implementar cortes de impostos e lançar um programa de subvenção ao combustível, medidas destinadas a amenizar os impactos sobre o consumidor final. 

Apesar disso, os repasses aos postos se mantiveram significativos. A Edenred Ticket Log observa que houve uma desaceleração no ritmo de alta nos últimos dias, mas não há sinais de reversão no curto prazo, dada a persistência dos fatores que encarecem o produto, como custos logísticos e dependência de importações.


O diesel comum também registrou aumento, de 12,34% no mesmo período. Já o etanol hidratado atingiu média de 4,83 reais por litro e a gasolina chegou a 6,67 reais, com variações de 1,26% e 3,41% frente a fevereiro, respectivamente. O diesel é o combustível mais utilizado no país, especialmente no transporte rodoviário de cargas e na agricultura, onde máquinas operam com base nesse derivado. 

Cerca de 25% da oferta nacional é suprida por importações, o que torna o preço interno sensível às oscilações cambiais e internacionais. As refinarias privadas respondem pela maior parte da produção doméstica, mas ainda dependem fortemente do petróleo importado para manter suas operações. Diante desse cenário, especialistas indicam que a volatilidade deve continuar enquanto não houver estabilidade nas fontes externas de suprimento e nas políticas de preços da Petrobras.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (motointermedia/Pixabay) Reprodução / Divulgação


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