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Bebês prematuros


Novembro Roxo chama a atenção para a importância do acompanhamento médico e do apoio familiar após a alta hospitalar de bebês prematuros, uma etapa decisiva para reduzir riscos e favorecer o desenvolvimento saudável.


O nascimento antes do tempo previsto representa um desafio que não termina quando o bebê deixa o hospital. A necessidade de cuidados especiais continua em casa e exige atenção permanente dos profissionais de saúde e dos familiares. Esse é o alerta central da campanha Novembro Roxo, que neste ano destaca a importância do acompanhamento após a alta hospitalar como medida fundamental para proteger a saúde e o futuro das crianças que chegam ao mundo antes de completar o período gestacional.


Dados do Ministério da Saúde revelam a dimensão desse cenário no Brasil. Entre 2012 e 2022, o país contabilizou mais de 3,5 milhões de nascimentos prematuros. A condição é caracterizada quando a criança nasce antes de completar 37 semanas de gestação e pode provocar diferentes complicações, algumas com consequências prolongadas para a qualidade de vida.


Entre os problemas associados à prematuridade estão doenças pulmonares e respiratórias, paralisia cerebral, surdez e cegueira. Por isso, a atenção especializada precisa continuar mesmo depois do encerramento da internação. O acompanhamento adequado permite observar o desenvolvimento infantil, identificar possíveis alterações e oferecer intervenções sempre que necessário.


Com o tema "Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro", a mobilização deste ano procura ampliar a conscientização sobre a responsabilidade compartilhada entre os serviços de saúde e as famílias.


A enfermeira Karla Pontes, gestora da Área de Atenção Clínica ao Recém-Nascido do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da Fiocruz, reforça que a saída do hospital não significa o fim da assistência. Segundo ela, é indispensável manter uma rede de apoio capaz de acompanhar tanto a criança quanto seus familiares. Os primeiros meses de vida representam um período especialmente importante para o desenvolvimento futuro.


Entre as iniciativas recomendadas está o Método Canguru, estratégia de assistência humanizada que valoriza a participação dos pais e familiares no cuidado com o recém-nascido. A prática incentiva o contato pele a pele e fortalece o vínculo afetivo, contribuindo para uma atenção mais próxima e acolhedora.


A campanha também chama a atenção para a necessidade de consultas regulares, terapias específicas quando indicadas e orientação às famílias. Essas medidas ajudam a identificar dificuldades precocemente e permitem que cada criança receba assistência de acordo com suas necessidades.


Karla Pontes considera preocupantes os números brasileiros. A especialista destaca que os mais de 3,5 milhões de nascimentos prematuros registrados no período correspondem a aproximadamente um em cada nove nascimentos no país. Além dos riscos clínicos e da possibilidade de internações prolongadas, a situação provoca impactos significativos na rotina e na vida emocional das famílias.


A preocupação ultrapassa as fronteiras brasileiras. A Organização Mundial da Saúde estima que quase 13,5 milhões de crianças nasceram prematuramente em 2020, representando mais de um em cada dez nascimentos em todo o planeta.


Diante desse quadro, o Novembro Roxo reforça que garantir assistência depois da alta é essencial para oferecer melhores condições de desenvolvimento aos bebês prematuros. O cuidado contínuo, a participação familiar e o acesso aos serviços especializados são fundamentais para transformar os primeiros desafios da vida em oportunidades de crescimento e saúde.



Por Jornalista Márcio Batista
Foto: (magnify) Reprodução / Divulgação

 

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