O despertar da criação e o sinal dos últimos tempos, será?
Nós temos acompanhado com o coração profundamente angustiado as imagens que circulam na internet. Crianças chorando em desespero ao fugirem de escolas enquanto um vulcão entra em erupção.
Nossos olhos veem a onda de calor europeia, as chuvas torrenciais no Japão, na Coreia, na Tailândia e nas Filipinas. Observamos a destruição acelerada dos glaciares e o despertar simultâneo de seis vulcões na Indonésia. Diante de tal cenário, nós sentimos que algo muito mais forte e sombrio se aproxima.
Como exegetas e estudantes dedicados das Escrituras, nós não podemos ignorar a voz do Espírito Santo falando através dos sinais dos tempos. Jesus, o nosso Mestre, deixou profecias claras sobre os últimos tempos.
No Evangelho de Mateus, capítulo vinte e quatro, versículos sete e oito, o Senhor nos alerta sobre nações contra nações, fomes, pestes e terremotos em diversos lugares. Ele classifica todos esses eventos como o princípio das dores. Na exegese desse texto, nós entendemos que a palavra grega para dores remete às contrações de um parto. A criação geme e suporta angústias, aguardando a revelação dos filhos de Deus.
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A homilética pentecostal sempre nos ensinou que o caos no mundo é o prelúdio da glória a ser revelada em nós. Lucas, no capítulo vinte e um, versículo vinte e oito, traz uma palavra de conforto para os nossos corações. Jesus diz que, quando essas coisas começarem a acontecer, nós devemos olhar para cima e levantar as nossas cabeças, porque a nossa redenção está próxima.
O medo não pode dominar a nossa fé. O escuro que parece chegar é apenas o contraste necessário para que a luz da volta de Cristo brilhe com muito mais intensidade.
Nós somos chamados a viver com os pés no chão e os olhos no céu. A nossa vida diária deve ser marcada pela santidade, pela oração e pela evangelização urgente. O tempo é curto e a seara é grande.
Que as lágrimas daquelas crianças nos sirvam de alerta para buscarmos a face do Senhor enquanto se pode achar. Nós não pertencemos a este mundo que passa, nós aguardamos o Salvador. A nossa esperança não está na preservação da terra, mas na promessa do novo céu e da nova terra.
Nós precisamos vigiar e orar para não cairmos em tentação. A nossa mente deve estar renovada pela Palavra, rejeitando o pânico que o mundo tenta impor. Nós temos a bendita esperança, a qual nos sustenta em meio às tempestades.
O caos da terra é apenas o suspiro da criação anunciando o arrebatamento da Igreja.
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (SholDesigng / Diego Altman) Reprodução / Divulgação
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