O inverno de 2026 trouxe um alerta silencioso para Santa Catarina, com aumento acentuado nos infartos e um sistema de emergência em estado de atenção máxima.
Durante o inverno de 2026, Santa Catarina enfrentou um crescimento alarmante nos casos de infarto, com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência registrando um aumento de 24% nos atendimentos. Os dados mostram que os chamados por emergências cardíacas subiram de 333 em janeiro para 413 em julho, indicando uma clara correlação entre as baixas temperaturas e o agravamento de condições cardiovasculares. A informação foi confirmada por meio de levantamentos do SAMU/SC, divulgados por veículos como ACAERT e G1 Santa Catarina.
A explicação médica está ligada ao impacto do frio intenso no corpo humano. Com o resfriamento ambiental, há uma contração natural dos vasos sanguíneos, fenômeno que eleva a pressão arterial e sobrecarrega o coração. Esse processo aumenta significativamente o risco de obstruções arteriais, formação de coágulos e, consequentemente, infartos. Médicos e equipes de emergência reforçam que o período exige atenção redobrada, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
Os sinais de alerta não devem ser ignorados. Dor ou pressão no peito, muitas vezes irradiada para o braço esquerdo, costas ou mandíbula, é o sintoma mais comum. Porém, outros sinais como falta de ar sem causa aparente, suor frio repentino, mal-estar geral ou tontura também merecem cuidado imediato. Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, a dor pode se manifestar na região abdominal, o que dificulta o diagnóstico rápido.
Diante de qualquer suspeita, o protocolo é claro. A primeira ação deve ser ligar para o 192, acionando o SAMU sem demora. Enquanto aguarda o socorro, a pessoa deve permanecer em repouso absoluto, evitando qualquer esforço físico. É igualmente importante não ingerir alimentos ou bebidas, nem tentar automedicação. Manter contato com o médico regulador durante a espera pode salvar vidas.
Grupos como idosos, hipertensos, diabéticos, fumantes e pessoas com histórico prévio de problemas cardíacos estão em maior risco. Para eles, a prevenção é essencial. Manter o uso regular de medicamentos, mesmo quando o paciente se sente bem, é uma medida crítica. Além disso, proteger o corpo do frio com roupas adequadas, especialmente mãos, pés e cabeça, ajuda a evitar o choque térmico. A hidratação também precisa ser reforçada, pois o sangue tende a ficar mais espesso no inverno, aumentando a chance de tromboses.
Outra recomendação forte é a vacinação. Estar com as doses da gripe e da Covid-19 atualizadas reduz o estresse inflamatório sobre o coração, evitando complicações em cascata. A combinação de prevenção, informação e resposta rápida pode fazer a diferença entre a vida e a morte neste inverno cada vez mais perigoso para o coração.
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (Gerald Oswald / Pixabay) Reprodução / Divulgação
É proibido copiar os artigos deste site. A publicação dos artigos aqui postados em outros sites, blogs, impressos, trabalhos acadêmicos, ou trabalhos científicos deve seguir a regra da ABNT. Copiar deliberadamente na íntegra qualquer conteúdo deste site implica em crime, previsto no Código Penal. Lei do direito autoral. Todos os direitos reservados a Mais de Cristo de Florianópolis, SC, Brasil.
