Caos sem limites. Dois terremotos de grande magnitude atingiram a Venezuela em sequência e provocaram destruição em Caracas, fechamento do principal aeroporto do país e estado de emergência nacional.
Venezuela decreta emergência após terremotos devastadores atingirem o país
A Venezuela viveu uma das noites mais dramáticas de sua história recente após dois fortes terremotos atingirem praticamente a mesma região do país em um intervalo inferior a um minuto. Os abalos provocaram destruição em Caracas, deixaram moradores em pânico e levaram o governo a decretar estado de emergência em diversas áreas afetadas.
Segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos, os tremores registraram magnitudes de 7,2 e 7,5. O segundo terremoto ocorreu apenas 39 segundos após o primeiro, formando um raro fenômeno sísmico conhecido como dupla ocorrência. Os epicentros ficaram próximos da cidade costeira de Morón.
A líder interina Delcy Rodríguez informou que pelo menos 20 réplicas foram registradas após os dois grandes tremores. As autoridades determinaram medidas emergenciais diante dos danos observados em diferentes regiões do país.
Em Caracas, milhares de pessoas deixaram edifícios e correram para as ruas. Relatos apontam momentos de desespero dentro de residências, escritórios e centros comerciais. O principal aeroporto do país, localizado em Maiquetía, teve as operações suspensas após sofrer danos considerados graves em sua estrutura.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, informou que alguns prédios apresentaram danos estruturais e que o fornecimento de gás foi interrompido em determinados locais como medida preventiva. Segundo ele, o objetivo era evitar novos acidentes em construções comprometidas pelos tremores.
Na região de Altamira, na capital venezuelana, um edifício de 22 andares desabou completamente. Equipes voluntárias e moradores se mobilizaram entre os escombros na tentativa de localizar pessoas desaparecidas.
A bancária Odalis Escalona, de 54 anos, descreveu o impacto do terremoto. Ela relatou que as escadas se soltaram, as paredes apresentaram rachaduras e objetos caíram do teto. Segundo a moradora, a situação foi extremamente assustadora.
A comerciante Heidi Romero estava no último andar de um centro comercial quando o tremor começou. Ela afirmou que o momento foi inacreditável e disse não conseguir sequer estimar quanto tempo durou o abalo. A saída do prédio ocorreu pelas escadas de emergência.
Outra moradora da capital, Carmen Guedez, relatou que estava ao lado da irmã acamada quando sentiu os tremores. Ela contou que as janelas começaram a se mover e que a intensidade aumentou rapidamente. Carmen afirmou que permaneceu abrigada com a irmã e uma vizinha porque não conseguiram deixar a residência.
As regiões de Trujillo, Carabobo, Miranda e La Guaira aparecem entre as mais atingidas, segundo as autoridades venezuelanas. Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação oficial sobre o número de mortos, embora existam relatos de feridos e desabamentos.
Os efeitos dos terremotos também foram sentidos na Colômbia. Em Bogotá, alarmes foram acionados e diversos moradores deixaram prédios por precaução. A Rede Sismológica Nacional colombiana recebeu mais de 200 notificações relacionadas aos tremores.
Especialistas alertaram para a possibilidade de novas réplicas nos próximos dias. Apesar da força dos abalos, autoridades colombianas e o Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos descartaram qualquer risco de tsunami.
A Venezuela possui histórico de grandes terremotos. Em 1997, um forte abalo no nordeste do país deixou 73 mortos. Em 1967, um terremoto em Caracas provocou a morte de 236 pessoas.
Pouco depois dos tremores na Venezuela, um terremoto de magnitude 6,9 também foi registrado no norte do Japão. As autoridades japonesas informaram que não houve vítimas nem danos materiais significativos.
Com informações da Christian Broadcasting Network
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (Influencer con propósito / Facebook) Reprodução / Divulgação
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