O inverno começa com previsão de calor acima da média e fortes chuvas no Sul, desafiando expectativas tradicionais.
O inverno começa oficialmente neste domingo, 21 de junho, no hemisfério sul, exatamente às 5 horas e 24 minutos pelo horário de Brasília. Este momento, conhecido como solstício de inverno, marca a maior inclinação da Terra em relação ao Sol durante o ano, resultando na noite mais longa e no dia mais curto. É o marco astronômico que define o início da estação mais fria para esta parte do planeta.
Apesar dessa definição científica, as condições climáticas reais não seguem necessariamente esse padrão esperado. As previsões meteorológicas indicam que o inverno de 2026 no Brasil pode se distanciar bastante da ideia tradicional de frio intenso. O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, entre o litoral do Peru e o da Indonésia, tem papel central nessa alteração. Sua influência é significativa sobre os padrões de temperatura e precipitação no país.
Para as regiões Sul e parte do Sudeste, a expectativa é de temperaturas dentro da normalidade histórica. No entanto, chama atenção a previsão de volumes de chuva muito superiores aos médios para o período. Isso aumenta o risco de eventos como alagamentos e enxurradas, especialmente em áreas urbanas com drenagem deficiente. A umidade constante e os céus nublados podem ainda intensificar a sensação de frio, mesmo com termômetros não registrando mínimas extremas.
Já nas regiões Norte, Nordeste e grande parte do Centro-Oeste, o cenário é oposto. O inverno será marcado por calor acima da média. Especialistas apontam que agosto poderá trazer picos de temperatura elevada, enquanto setembro apresenta risco real de fortes ondas de calor. Essas condições exigem atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, além de impactar setores como agricultura e saúde pública.
A estação terá fim apenas em 22 de setembro, com a chegada da primavera. Até lá, o comportamento climático será monitorado de perto, principalmente por causa dos efeitos combinados do El Niño e das mudanças climáticas de longo prazo. Enquanto isso, instituições como a Prefeitura de Florianópolis seguem com seus processos administrativos, como concursos públicos anunciados em dezembro de 2025, e iniciativas sustentáveis, como a chamada pública para instalação de estações de recarga para veículos elétricos, alinhadas ao projeto Corredor Elétrico Catarinense.
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (Elenawe/pixabay) Reprodução / Divulgação
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