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Golpes financeiros


Pesquisa revela que 31% dos brasileiros foram vítimas de fraudes financeiras nos últimos 12 meses, somando cerca de 11,6 milhões de pessoas atingidas apenas nas capitais do país.


Os golpes financeiros seguem fazendo estragos profundos no bolso e na vida dos consumidores brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, a CNDL, em parceria com o SPC Brasil, traz números alarmantes sobre o avanço das fraudes no país. 

O levantamento mostra que 31% dos entrevistados declararam ter sido vítimas de algum tipo de golpe financeiro nos últimos 12 meses. O dado revela uma realidade preocupante e crescente, que afeta milhões de famílias em todo o território nacional e expõe a vulnerabilidade dos cidadãos diante de criminosos cada vez mais audaciosos.


A estimativa da pesquisa indica que, somente nas capitais brasileiras, o número de pessoas atingidas por fraudes financeiras chegou a aproximadamente 11 milhões e 600 mil. Esse volume representa um aumento de cerca de 2 milhões e meio de vítimas em comparação com o ano anterior. 

O crescimento expressivo aponta que os criminosos estão cada vez mais sofisticados em suas abordagens e que as medidas de proteção disponíveis ainda não acompanham a velocidade das novas técnicas de fraude utilizadas no mercado.


Quando o assunto é a recuperação dos valores perdidos, o cenário apresenta resultados mistos. Aproximadamente dois terços das vítimas conseguiram reaver ao menos parte do dinheiro subtraído. Entre os entrevistados, 23% recuperaram apenas uma parcela dos recursos perdidos. 

Outros 19% tiveram um desfecho mais favorável e receberam integralmente os valores, além de obterem indenização por danos morais. Contudo, 28% das vítimas não conseguiram recuperar absolutamente nada e continuam arcando com todo o prejuízo causado pela fraude, o que compromete seriamente a saúde financeira dessas pessoas.


A pesquisa destaca ainda que recuperar o dinheiro não significa resolver completamente o problema enfrentado. Muitas vítimas seguem lidando com consequências graves no dia a dia, como cobranças indevidas, bloqueio de contas bancárias e comprometimento de limites de crédito. 

Além disso, essas pessoas precisam gastar tempo e energia consideráveis para comprovar que não realizaram determinadas operações fraudulentas, o que gera desgaste emocional e burocrático significativo.


Diante desse cenário desafiador, 88% dos consumidores que foram vítimas buscaram algum tipo de ajuda para tentar solucionar o caso. O caminho mais utilizado foi a negociação direta com bancos, instituições financeiras e empresas envolvidas na transação fraudulenta. 

Em seguida, o registro de boletim de ocorrência e o contato com operadoras de pagamento foram as medidas mais adotadas pelas vítimas na tentativa de reverter a situação e recuperar seus recursos.


Os números apresentados pela pesquisa da CNDL e do SPC Brasil funcionam como um alerta contundente para toda a sociedade brasileira. A educação financeira e a atenção constante com dados pessoais e transações digitais são ferramentas essenciais na prevenção contra golpes. 

Enquanto as fraudes avançam de forma acelerada, os consumidores precisam estar cada vez mais vigilantes e bem informados para proteger seu patrimônio e sua tranquilidade no cotidiano.



Por jornalista Márcio Batista
Foto: (Erdenebayar Bayansan da Pixabay) Reprodução / Divulgação

 

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