Lucélia Rodrigues emociona fiéis em Encontro de Mulheres na Mais de Cristo
Em uma noite marcada por lágrimas e profunda comoção espiritual, a pastora Lucélia Rodrigues ministrou no Encontro de Mulheres da igreja Mais de Cristo, em Florianópolis. Conhecida nacionalmente como a menina encontrada acorrentada em Goiânia em 2008, Lucélia transcendeu a narrativa de seu passado traumático para entregar uma mensagem poderosa sobre a onipresença de Deus e a necessidade urgente do perdão.
Diante de uma plateia atenta, a pregadora recontou os horrores de seu cativeiro, onde, entre os 10 e 12 anos, foi submetida a torturas físicas, abusos e privações por uma mulher que prometera à sua mãe biológica lhe dar um futuro melhor. Contudo, o ponto alto de seu testemunho não foi a crueldade humana, mas a soberania divina. Lucélia relatou como, mesmo de boca amordaçada com pimentas e acorrentada em uma escada, sua oração mental foi ouvida por Deus, resultando em seu resgate policial apenas três minutos após seu clamor desesperado.
"O deserto não é lugar de morte, é lugar de passagem", afirmou a pastora, exortando as mulheres a não permitirem que o medo paralise seus destinos. Ela conectou sua história física à realidade espiritual das presentes, alertando sobre os "cativeiros da alma" construídos pela mágoa. Com a frase que se tornou o clímax da noite, Lucélia ensinou: "Perdoar é libertar o prisioneiro. E você vai descobrir que o prisioneiro é você mesma".
A ministra destacou que a falta de perdão gera prisões espirituais que impedem a realização de milagres e a plenitude da vida cristã. Ela serviu como prova viva de sua própria pregação: hoje, casada e mãe de três filhos, desafiando prognósticos médicos que a impossibilitavam de gerar crianças devido aos traumas sofridos, Lucélia declarou que a cura veio através da decisão de perdoar sua algoz.
O encontro encerrou-se com um momento de altar, onde a pastora liderou as mulheres em uma oração de quebra de maldições e libertação do medo, reafirmando que, assim como Deus a tirou das correntes de ferro em Goiânia para levá-la às nações, Ele também deseja reescrever a história de cada filha presente em Florianópolis.
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (Mais de Cristo TV) Reprodução / Divulgação
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